Esse ano admito que Augusto não me causou tanta tristeza ou problemas. Mas ainda sim Augusto se comportou como um menino que faz traquinagens, brincadeiras que não tem graça nenhuma, causando tanta catástrofe e bagunça, que muita coisa se desequilibrou.
Até mesmo pancadaria seguida de sangue o Partido do Sol em seu encontro teve. Infelizmente colhendo o que esqueceu de plantar. Apontar os erros e não conseguir sair deles é complicado.
Admito que a disposição para a luta de todo dia intensificou, ainda fico preocupada com o que falam, ainda fico preocupada de não representar. E aí vejo que acabo caindo em um desvio terrível. Regado de querer atender a todos e a todas como se fosse uma entidade superior, então lembro que a estratégia esta feita, e que devo me guiar por ela, e não pela minha vontade ou a de outros.
A mística foi resgatada, não como antes, não mais tão romântico, pelo menos para mim. Agora consigo lhe dar com minha companheira, agindo com ela como tal, querendo cuidar dela, para que ela não se entristeça com nada. Sei que nem sempre vai ser assim, e que de vez em quando sentimentos empregando de desvios pequenos burgueses podem surgir em mim, podem surgir nela. Mas me parece que as coisas realmente estão melhorando, e que esse lado daqui tudo esta se resolvendo, dentro das minhas possibilidades e dos limites sociais que me foram impostos.
Ainda sim, novamente confesso, minhas investidas externas não tem dado certo. Acabo intensificando o processo, pressionando, apertando a mente do externo. Talvez porque ainda não tenha compreendido que o externo e o intento não devem caminhar tão juntos quanto estou querendo, e que as contradições colocadas vão constantemente limitar as minhas vontades. E aí é que novamente deve ser afirmado, as coisas não devem ser tocadas em uma perspectiva da minha vontade ou da vontade do outro, ao mesmo tempo o erro da coletividade não pode suprimir totalmente o sentimento de transformação que venho buscando coletivamente.
Augusto, dia 31 você vai embora, até lá tanta coisa pode acontecer. E eu queria muito que você ficasse tranquilo até lá. Segura o reggae no dia 30, que Ogum esteja mais calmo, que Iemanja não seja impulsionada pelo balanço forte das ondas, que o mar esteja calmo, e que Augusto possa ir embora, terminando sua viagem de 2013 sem muitos tumultos ou perdas.