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Não sou mulher, sou mulheres!

domingo, 26 de maio de 2013

A SEDE

A SEDE

O coração do partido
A doação da vida coletiva
Um elo que não pode ser perdido

Expressão que é popular
Amor camaradagem que vai se estreitar
O horizonte é revolucionário
E a revolução está no horizonte

A sede, quem vai ceder a vida por ela ?
Juventude, sindical, mulheres,
saúde, negros e negras, setores.

Cederei minha vida para o coração do Partid
o.

sábado, 11 de maio de 2013

Amar, e simplesmente amar!

O convencimento de um amor titulado de "amor camaradagem".
Um amor dentro de uma sociedade que tem seus meios de produção apropriados pela classe burguesa.
Um amor que em meio as contradições se coloque em sua total plenitude de exercer seu único sentido de existência no verbo amar. 
Que ele passe longe da ideia de propriedade, que passe longe dos conflitos impulsionados por todas as contradições de um sistema escroto que nos estimula a fazer de nossas vidas uma extensão de sua forma mais escrota de lhe dar com as relações. 
Que eu vá até esse amor, e que ele venha até mim. Que nos encontremos todos os dias, e que o ontem fique  esquecido quando for fazer mal, e que apenas seja lembrado quando for para pensar no que não mais fazer para que possamos enfim, simplesmente amar.

Amar, e simplesmente amar! 

"Quanto mais numerosos são os fios tendidos entre as almas, entre os corações e as inteligências, mais solidamente se enraíza o espírito de solidariedade, e mais fácil resulta a realização do ideal da classe operária: a camaradagem e a unidade.
(...) O fato de que o amor seja multiforme não está em contradição com os interesses do proletariado. Ao invés, facilita o triunfo desse ideal de amor nos relacionamentos entre os sexos que já está tomando forma e cristalizando no seio da classe operária. Trata-se precisamente do amor-camaradagem.
A humanidade patriarcal imaginou o amor sob a sua forma de afeto consanguíneo (amor entre irmãos e irmãs, amor pelos pais). A antiga antepunha a tudo, o amor-amizade. O mundo feudal elevava à categoria de ideal ao amor "platónico" do cavalheiro, amor independente do casal e que não levava consigo a satisfação da carne. O ideal de amor da moral burguesa era o amor conjugal, o casal legítimo.
O ideal de amor da classe operária, que se deriva da cooperação no trabalho e da solidariedade de espírito e de vontade dos membros dessa classe, homens e mulheres, se distingue naturalmente, tanto pela forma como pelo conteúdo, das noções de amor próprias de outras épocas culturais.
(...) O amor-camaradagem é o ideal que precisa o proletariado no período cheio de responsabilidades e dificuldades em que luta por estabelecer e afirmar sua ditadura. Mas não há dúvida de que, quando a sociedade comunista seja já uma realidade, o amor, "Eros de asas despregadas", se apresentará baixo uma feição completamente renovada, completamente desconhecido para nós. Nesse momento, os "laços de simpatia" entre todos os membros da sociedade nova, se terão desenvolvido e afirmado, a "capacidade amorosa" será bem mais alta e o amor-solidariedade terá um papel de motor análogo ao da concorrência e do amor-próprio na sociedade burguesa?"
Alexandra Kollontai

Indico leitura do blog: "Diário Liberdade" 

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Carga pesada

É como se tivesse tido uma desconexão de nós. Como se simplesmente tivesse ido para outro mundo, mesmo a gente dividindo o mesmo espaço. E o mais doido, estamos apenas você e eu, e mais ninguém.

Você gosta do universo paralelo da sua galáxia, gosta de sofrer dentro dele, e me esquece por um tempo considerável.

Antes me incomodava profundamente, agora acho tolo, infantil, desnecessário e quase sadomasoquista.

É nessas horas que gosto do livre. A liberdade de poder sair de perto de você quando está assim, feito um desvairado perdido na sua própria galáxia. Não tem controle de si, e não faz questão de que o equilíbrio venha.

É essa carga pesada que talvez eu não queria mais compartilhar com você. São suas coisas, e você precisa lhe dar com elas sozinho. 

Eu quero te ajudar, mas dentro da minha capacidade, dentro das minhas possibilidades, porque não pode fazer mal para mim te ajudar, e sim te fazer bem e a mim também.