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domingo, 30 de junho de 2013

Fases de um progresso

Quem imaginaria que o ser que expressava seus sentimentos através dos choros, agora se colocaria em luta nas ruas, sem medo do enfrentamento.
Quem diria que seria umA ser então tomada pela política e pelo horizonte norteador da revolução.
Quem diria que pregaria a unidade na ação, e mais ainda, quem diria que poderia ir para além disso: acreditar que sem a frente ampla o rumo da vida de miséria do povo não mudara em sua raiz...

E mesmo ainda sofrendo por aquele que diz aceitar seu amor, e afirmar doar o mesmo, agora chora menos, mesmo precisando do companheirismo do companheiro. 

Há agora um equilíbrio, a ser política mesmo sentindo a dor das tentativas perdidas, e até mesmo sentindo as vezes que fez mais do que poderia fazer, continua seguindo em frente, agora chorando menos, mas ainda sim triste, porque perdeu a batalha política de construir um relacionamento regrado pelo amor camaradagem.

É...ela não merecia isso. Mas quem sabe quais são suas necessidades? 
Acredito que ela queira amar e ser amada da melhor forma possível, sem pedir muito, mas sabe que pode terminar suas missões sem ter então o amor camarada.

As lagrimas se fazem mais ausentes. O coração ainda dói, e as saudades quando aparecem, surge então a necessidade de suprimi-lá pelas lembranças de atitudes insensíveis, irresponsáveis e o pior, com falta do amor camaradagem que talvez ela nunca tenha tido.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Diferenças trocadas

Quando foi que as agendas começaram a não se completar mais?
Quando foi que deixamos de ser confidentes para virar uma simples ouvidoria?

A mudança vai vir de onde?
O outro vai querer mudar mesmo?

O discurso e prática não são parecidos, mas sim contradições colocadas, um versus o outro.

Aparentemente eu estou seguindo em frente...Ou pelo menos estou começando a escolher seguir.

Dormir para o tempo passar, passar o tempo para poder dormir bem.


Pronomeando o amor.

Amar o amor, e o amor amar o amor.
Não tem problemas, não deveria existir problemas.
O amor em sua liberdade é exercido para além dos muros da propriedade, para além dos desgostos, desgastes e infelicidades de momento pontuais. E quando os problemas começam a parar de ser pontuais e virão uma espécie de fato político? Não há direção política que dê jeito na anarquia de um sentimento de propriedade revestido de amo livre.

É saber que a outra está ali por ela e por você, é saber que o cuidado deve ser mantido, independente da sua vontade. Porque a sua vontade é apenas a sua vontade, mas e os dois? Os três...os 4?
Porque sempre é o outro lado que tem que ceder?
Porque sempre o outro lado que tem tomar cuidado?
Porque sempre o outro lado pensa no coletivo?
Porque o outro lado tem que esperar a mará ruim passar?

Tá errado!

A confusão é de saber que a escolha vem do pronome. E que o fim só acontecerá quando o pronome por fim decidir parar de sofrer. Afinal a quanto tempo o outro lado parou de agir como plural?

Eu já disse antes, e vou repetir: "amor livre não é apenas liberdade sexual".

Agora eu tenho fome de amar. Mas o mundo parece agora não querer me servir.
Ficarem com fome, mas insistirei por uma refeição, até conseguir 3 refeições por dia.
Eu sei que mereço comer, eu sei que mereço ser sustentada pelo amor comunista.

De novo o pronome eu. Talvez tenha cansado de ser "nós" sozinha.
Talvez o "nós" nunca tenha existido.
Se existiu, foi no momento da doença, que quando se curou levou consigo o nós.

O que existiu a pouco tempo foi o pronome possessivo, e isso de ambas as partes. O pior, é que do outro lado, houve o que pode se chamar de "marcar território". Da minha parte houve o ver para crer, e o esperar. A paciência revolucionária foi exercida, mas agora ela se transformou em algo que ainda preciso nomear.

Vou indo ali ver se rola o improvável, mas não impossível, no afrodisíaco verde de uma vontade reprimida pelo que se chama de socialista democracia, e quem sabe do carinho, até surgir uma pequena refeição.