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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Pronomeando o amor.

Amar o amor, e o amor amar o amor.
Não tem problemas, não deveria existir problemas.
O amor em sua liberdade é exercido para além dos muros da propriedade, para além dos desgostos, desgastes e infelicidades de momento pontuais. E quando os problemas começam a parar de ser pontuais e virão uma espécie de fato político? Não há direção política que dê jeito na anarquia de um sentimento de propriedade revestido de amo livre.

É saber que a outra está ali por ela e por você, é saber que o cuidado deve ser mantido, independente da sua vontade. Porque a sua vontade é apenas a sua vontade, mas e os dois? Os três...os 4?
Porque sempre é o outro lado que tem que ceder?
Porque sempre o outro lado que tem tomar cuidado?
Porque sempre o outro lado pensa no coletivo?
Porque o outro lado tem que esperar a mará ruim passar?

Tá errado!

A confusão é de saber que a escolha vem do pronome. E que o fim só acontecerá quando o pronome por fim decidir parar de sofrer. Afinal a quanto tempo o outro lado parou de agir como plural?

Eu já disse antes, e vou repetir: "amor livre não é apenas liberdade sexual".

Agora eu tenho fome de amar. Mas o mundo parece agora não querer me servir.
Ficarem com fome, mas insistirei por uma refeição, até conseguir 3 refeições por dia.
Eu sei que mereço comer, eu sei que mereço ser sustentada pelo amor comunista.

De novo o pronome eu. Talvez tenha cansado de ser "nós" sozinha.
Talvez o "nós" nunca tenha existido.
Se existiu, foi no momento da doença, que quando se curou levou consigo o nós.

O que existiu a pouco tempo foi o pronome possessivo, e isso de ambas as partes. O pior, é que do outro lado, houve o que pode se chamar de "marcar território". Da minha parte houve o ver para crer, e o esperar. A paciência revolucionária foi exercida, mas agora ela se transformou em algo que ainda preciso nomear.

Vou indo ali ver se rola o improvável, mas não impossível, no afrodisíaco verde de uma vontade reprimida pelo que se chama de socialista democracia, e quem sabe do carinho, até surgir uma pequena refeição.

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